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A polêmica relação de trabalho entre apps e motoristas profissionais

Falta de segurança, precarização da mão de obra e margem de lucro muito baixa, mesmo com trabalho em excesso, são alguns dos problemas que marcam a interação entre os apps que oferecem trabalho e quem precisa trabalhar.

 

 

Alguns definem a relação como complicada e difícil. Para outros, é injusta, abusiva, uma verdadeira exploração. Não estamos falando sobre o relacionamento tóxico de um casal, mas sobre a polêmica forma de trabalho popularizada pelo Uber. Todo mundo sabe como funciona, então não é preciso entrar em detalhes técnicos. Afinal de contas, quem aí nunca pediu uma corrida de aplicativo ou já ganhou dinheiro transportando passageiros?

 

No início, como acontece em quase toda relação, tudo parecia ir bem. Exceto pela insatisfação compreensível dos taxistas que, de repente, se viram concorrendo com uma startup multinacional, passageiros, motoristas de aplicativo e o próprio app estavam numa verdadeira lua de mel. Porém, o tempo deixou claro que o casamento não seria tão simples assim. Hoje, o fenômeno de trabalhadores prejudicados pelas ações dessas empresas (ou falta de ação, em muitos casos) inclusive é chamado de uberização do trabalho.

 

De símbolos da revolução digital a vilões da história. O que deu errado na relação entre motoristas e clientes com Uber, iFood e tantas outras empresas modernas? Hora da análise.

 

 

Quem compartilha o que na economia compartilhada

 

Na teoria, o modelo de negócios é muito interessante na chamada economia compartilhada. A possibilidade de trabalhar com liberdade de horários, conciliar duas ou mais funções e ser “o próprio chefe” (entre aspas porque só quem trabalha por conta própria sabe que isso é lenda urbana), atraiu muitos profissionais, especialmente pessoas em início de carreira ou em busca de recolocação profissional. Isso é muita gente, porque o desemprego no Brasil já atinge mais de 13 milhões de pessoas, infelizmente.

 

Na prática, a história é diferente. Sem vínculo trabalhista, estabilidade, renda fixa, benefícios garantidos na CLT ou uma margem de lucro justa, motoristas de aplicativo compartilham muito mais problemas do que soluções. Problemas e riscos. A violência contra essa categoria de profissional é assunto nos jornais do país inteiro. O descaso das empresas diante deste cenário, também. O preço do combustível e demais gastos de rotina, nem se fala. A parte mais complicada disso tudo é que milhões de pessoas possuem neste trabalho sua única fonte de renda. Não é fácil.

 

 

Existe luz no fim do túnel para quem depende dos apps?

 

A uberização do trabalho e suas consequências não são temas apenas de textos de blog. Isso já se tornou assunto de tribunal no mundo inteiro. Há muitos processos em andamento para estabelecer novas regras de trabalho, impor maiores obrigações trabalhistas a essas empresas e garantir o mínimo de suporte a motoristas e entregadores. A notícia ruim é que tudo isso é muito burocrático e demorado. A boa é que existem cidades nos EUA e na França, por exemplo, que já criaram leis específicas sobre tudo isso, então há esperança.

 

Não há como prever o futuro do setor no Brasil, o que você não pode deixar de fazer, em hipótese alguma, é se cuidar, proteger seu patrimônio e, mais importante ainda, sua vida. Seja você motorista profissional ou passageiro, queremos te ouvir: hoje, quais são os principais problemas em sua realidade no trânsito? O que você mudaria se fosse capaz? Conta pra gente nos comentários.

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